segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Festa dos Caminhantes BH - 16/12/2011

video

Festa de confraternização de fim de ano dos caminhantes de Belo Horizonte.
 E se alguém quiser assistir no YouTube: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=rPYtB1d8EzI

O NATAL DE DEUS MAIS REAL QUE EU.

"Depois disso, meu natal já era!"

Só afirma uma coisa dessas quem jamais soube o que foi de fato a experiência "natalina" de José, Maria e o recém-nascido.

Nossos natais são muito idealizados. Muito projetados. Muito utópicos e muito montados. Presépio e presepada.

O Natal de Deus aconteceu na realidade mais concreta e visceral.

Sim, o Natal do Deus que muita gente duvida que seja real, foi mais real do que eu! Realidade chocante!

"A vida como ela é!" - diria Nelson Rodrigues. Foi o Natal de Deus.

Menina-moça que aparece afirmando que o Espírito Santo colocou a sementinha dentro dela... Não é uma posição tão confortável e meiga, não é mesmo?

Homem-moço que não sabe se dá um tapa na noiva-esposa cínica, ou se a interna urgentemente no sanatório mais próximo. A terceira opção seria assumir a "cornice". Mas o homem, por um sonho que teve, escolheu de bom grado ser "corneado" por Deus.

Confortável essa posição de José, não é?

Tiveram que andar milhas e milhas a fim de obedecer um decreto tirano que os obrigava a ir à cidade natal para um recenseamento. E Maria grávida de vários meses.

Que adorável deve ter sido essa caminhada ou trajeto no lombo de jegue, não é?

Chegando na cidade de José - Belém da judéia, Cidade de Davi - tinham agora que enfrentar burocracia, fila e muita espera! Era muita gente pra ser atendida! Stress e incômodo puro!

Natal com stress? E combina isso? - pergunta o meu distraído leitor.


Mas eu não já disse que o Natal de Deus é mais real que eu?

Pois bem... Burocracia, fila, espera... E Maria já não podendo mais esperar. Bolsa rompendo. Daria a luz ali, nesse caldeirão de ansiedade, estranheza e mal-estar.

Só um probleminha a mais: a cidade estava abarrotada de gente. Cidadãos que vieram de todas as partes do país. Não havia vaga em nenhuma hospedaria.

"E Deus não abrirá uma porta onde não há porta?" - pergunta o que tem féde mais.

Nenhuma porta aberta. Todas fechadas.

Até então eles tinham dado o jeito. Um homem e uma mulher grávida podem aguentar muito desconforto. Sereno, vento, chuva, frio... Mas agora com um neném? Merece um quarto quentinho, acolhedor, limpo.. Um ninho.

Não havia quarto. Mas havia a estrebaria.

Que natal reluzente hein? É o natal dos sonhos de qualquer um, não é! Ora eu pensei que era. Não é por isso que reproduzimos esta cena horrível com nossos presépios tão lindinhos?

Acabou o natal deles? Que nada. Só estava começando.

De repente amigos pastores do campo, desconhecidos, chegam. A melhor Graça de Deus é sempre um algo inesperado. Graça que se roteiriza e se cronometra não tem tanta graça assim. E quando menos esperavam, solitários no lugar de alimentação de animais... surpresa!

Aparecem também uns estranhos orientais. Viram uma estrela no céu que os guiara até ali.

E vai havendo companhia, felicitações, louvor, amizade e vínculo da perfeição. O pós-parto vai ficando iluminado de humanidade simples, solidária, fraterna e real.

O Natal de Deus continha distância de casa e da família...
O Natal de Deus incluía a humilhação da submissão a ordem de um governador tirano e opressor...
O Natal de Deus tinha pouca luz, comida, conforto e amigos...
O Natal de Deus tinha rejeição e falta de piedade dos gerentes e donos das hospedarias...
O Natal de Deus não tinha privilégio especial àquele que Ele havia declarado como Filho Seu...
O Natal de Deus, para Maria e José, tinha o céu meio silencioso e aparentemente vazio... Sem portas abertas. Só portão de curral.
O Natal de Deus tinha tudo o que muita gente, experimentando, diria: "Não há chance de haver natal esse ano! Acabou o meu natal!"

Mas no Natal de Deus havia presença de Deus Conosco, presente, no meio do turbilhão com a gente.
No Natal de Deus havia estrela no céu, significado.
No Natal de Deus havia coral de anjos que antecipavam a grande herança e felicidade dos homens que tivessem boa vontade para viver e crêr. Boa vontade própria? Não. Consciência da boa vontade de Deus e seu bem-querer por eles!
No Natal de Deus havia provisão de amigos. Não os amigos do script pré-fabricado. Não. Os amigos do caminho, da rua, da imprevisibilidade... Desconhecidos irmanados pelo poder do louvor, da fé e da gratidão.
No Natal de Deus bois e vaquinhas ocupavam os lugares que Reis e Rainhas desejariam ocupar, como testemunhas daquele evento histórico sem precedentes.

No Natal de Deus não havia presépio ou presepada. Havia realidade. Havia a Vida de um Deus que não é utópico, alienado, alienante, fanatasioso, isolado, insensível, impermeável ou auto-protegido.

Não. Irreais somos nós e nossas projeções de vida e mundo. Inclusive nossas projeções a respeito do Deus que duvidamos que seja real...

Deus no entanto, é real. E o Natal de Deus é infinitamente mais real que eu.

Se Deus não é real, o menino dormindo debaixo do viaduto também não é. E é ali que ele escolheu estar e ser servido, adorado, descoberto, amado, manifesto, significado, presente. Pra justiça, alegria e esperança de todo o que crê.

E você? Pensando aí que o Natal acabou? Pereceu? Babou? Bichou?

Caia na Real! O Natal nem começou! Começará agora!

Bem mais real do que voce podia imaginar. Aliás... não imagine.

Viva a realidade do Natal de Deus em você!

Esteja você no lugar de qualquer personagem dessas, vá viver o natal! Seja você José, Maria...

Seja você o pastor do campo enviado a algum lugar a fim de fazer companhia...
Seja você um sábio oriental, que chegará com louvor, presente, afirmação, testemunho e solidariedade.
Seja você a mosca do cocô da mimosa, vaquinha do estábulo... não importa!

O Natal sempre é feliz, quando se sabe e se crê que ele adentrou a nossa Realidade mais desnudada. Veio pra estar, ficar, permanecer. Emanuel: Deus Conosco!

Deus que é Deus de todo aquele que, sentindo nos pés a textura e espessura de cada uma das afiadas pedras do caminho da realidade, vai aprendendo a lê-las com o "código braille" da fé. E o que se lê o tempo todo é: "Eu estou com você. Não temas porque eu sou contigo. Eu te amo. O Senhor proverá. Confia! A gente vai junto. Haverá um bom futuro e não será frustrada a tua esperança".

Feliz Natal! Real!

Marcello Cunha

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

MINISTROS DO PECADO

O pior de tudo é quando essa sutilidade das "paredes do templo" se torna o "mas" que tenta equilibrar a Graça. Aí alguém diz "é Graça 'mas'...".

Antes o cara ficasse na lei do que tentar construir uma Graça legalista... O legalismo da lei seria muito menos doentio.

E o interessante disso tudo é que quem se deixa em-paredar por tais paredes é sempre alguém que por si mesmo estreita o caminho, então o caminho deixa de ser estreito e passa a ser estreitado. Diria até que quem assim faz está no caminho largo tentando estreitá-lo, não seria esse o sentimento de autonomia, auto-segurança, auto-salvação?

Assim, quem estreita o caminho é quem está no caminho largo, o caminho estreito não se pode estreitar mais do que é,nem faria sentido se o pudesse: o que é, é. Quem estreitaria Cristo? Não é Ele o Caminho? Não é o próprio Deus o caminho pelo qual percorro? Não é Ele sobre quem repousa o meu caminhar?

Infelizmente os conceitos de "pecado" ou "pecador" criou homens e mulheres infantilizados, medrosos e covardes. Tem-se medo de viver porque o "pecado está à porta", então cria-se paredes na mente dos homens para torná-los seguros e livres das possibilidades do "pecado". E não há que se contestar que o que o templo criou, mesmo fora, filhos da perdição; e isso é uma contradição não um paradoxo. O templo é pai dos medrosos, é pai dos que pregam a si mesmos, é pai daqueles que voltam prodigamente para ele (o templo) pensando encontrar nele um tipo de lugar-em-Deus.

Quando se diz que a vida "lá fora" é que é pra ser vivida o espírito do templo morre, de medo.

Com isso não estou dando ênfase ao "pecado", não há salvação em pecar. O que aqui digo, é o homem que tem medo de pecar, tendo assim, sutilmente, medo de Deus, ainda que isso seja chamado de temor ou consciência numa Graça equilibrada: "é Graça 'mas'...". O "mas" não é do diabo, senão o próprio diabo.

O "mas" é o homem recomendando a si mesmo ao outro. É alguém desesperadamente sem identidade tentando se fazer idêntico no outro.

O "mas" é o homem se fazendo sacerdote do outro, intermediador de uma existência superior.

Enfim, não dá pra continuar... Que esse "mas" vá pro inferno junto com quem inventou essa história de "Graça barata". Se existe esse termo, "Graça barata", então me diga algum ser humano sóbrio: quanto custa??!

Carlos Wesley

domingo, 18 de dezembro de 2011

Até 2012!


Amado(a) caminhante,

Graça, Misericórdia, Amor e Benignidade do Eterno sejam sobre nós!

Seguem alguns informes importante:

Hoje, domingo, dia 18/12/2011, aconteceu nosso último encontro comunitário do ano.
Celebramos a ceia do nosso Senhor Jesus, e como foi dito:A ceia dos pecadores e dos indignos, saímos de lá renovados e com a Eterna certeza do perdão e do amor.



1) Nosso próximo encontro acontecerá no dia 08/01/2012, no mesmo batp-lugar e no mesmo bat-horário: 

Hotel Esplanada 
Av. Santos Dumont, 304
Centro - BH 

Ás 10:00 horas da manhã.


Desejamos a todos um fim de ano maravilhoso, cheio de encontros, boas risadas e uma porção de reflexão sobre esse ano que termina e sobre o que vai começar.


2) Em breve daremos notícias sobre a festa da virada (dia 31/12) que faremos também na  casa da Fátima (Fafa de Belô), as notícias e informes serão dados via grupo de e-mail (se ainda não se cadastrou, se cadastre em nosso grupo aqui mesmo pelo blog, na barra direita.)


No mais manos queridos, reforçamos nossos votos de felicidade nas festas de fim de ano, tanto para aqueles que passarão conosco, quanto para aqueles que passarão com amigos, familiares... graça, moderação e paz, no nome dAquele que nos ama.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

JESUS ERA RUIM DE MARKETING!



Alguém me escreveu dizendo que não entende por que Jesus agiu como agiu, ao invés de fazer como César ou Alexandre, o Grande.

A ele e a tantos quantos pensam a mesma coisa, digo o seguinte:

Jesus veio para salvar o mundo, e, contudo, não fez nada igual aos que se oferecem como salvadores dos homens.

Já se disse demais [embora valha a pena repetir] que Ele não escreveu sequer um livro, não erigiu um pilar, por mais fajuto que fosse; não mudou para Roma e nem para Atenas ou mesmo para Jerusalém; não aceitou a oferta dos gregos de ir viver entre eles; não buscou impressionar os filósofos gregos ou os senadores romanos; e nem tampouco sistematizou um ensino para ser decorado ou aprendido; e, para completar a serie de “insensatezes”, ainda escolheu andar com gente que não formava opinião, não era conhecida, não tinha berço, e não agia no meio político ou religioso. Ele fez como o Pai: Do que estava sem forma e vazio Ele iniciou o reino!

Além disso, Ele não gerou filhos e nem deixou herdeiros carnais de nada. Não criou amuletos com pedaços de suas roupas ou utensílios de uso pessoal [toda essa história de Graal e relíquias santas é paganismo comercial brabo feito em nome de Jesus], não “marcou lugares santos” e nem estabeleceu “peregrinações sagradas”, como ir à Jerusalém, à Cafarnaum, e muito menos a qualquer outro lugar santo ou “Meca”.

Também não inventou “uma parte profunda” de Seu ensino apenas reservado aos Entendidos e Autoridades. Não venerou nada. Não se vinculou à coisa alguma, nem mesmo ao Templo de Jerusalém, ao qual derrubou com palavras proféticas.

Chocante também é o fato Dele não se poupar em nada. Cansado, então cansado. Com sede, então com sede. Ameaçado, então cauteloso. Descrido, então muda de lugar. Amado, mostra amor, mas não fica seqüestrado pelo amor de ninguém. Desperdiça oportunidades de ouro. Joga fora o que ninguém jogava. Insurge-se contra aquilo que ninguém se levantava em oposição. Provoca a morte com vida até ressuscitar.

Ressuscitar. Sim! Mas para quê? Se as testemunhas não eram criveis. Até óvnis têm testemunhos mais criveis do ponto de vista do que se julga um testemunho respeitável. E além de tudo Ele só aparece para quem crê, e não faz nenhuma aparição ante seus inimigos, no Sinédrio de Jerusalém, por exemplo. Até para ressuscitar Ele trabalha contra Ele mesmo, do ponto de vista de “estratégia de ressurreição”.

Sim! Jesus não fez nada concreto. Tudo Nele era abstrato, até quando era concreto. Tudo tinha que ser apreendido com o coração, e não apenas aprendido com a mente. Um dia depois do milagre da multiplicação de pães e peixes, todo o resultado do milagre já havia sido digerido e evacuado. Ninguém foi por Ele instruído a guardar amostra dos pães e peixes, nem tampouco pediu Ele que se guardasse um tonel de vinho de Cana.

Jesus era do tipo que jamais chegaria à Betânia e diria: “Foi aqui que ressuscitei Lázaro!”

Sim! Ele não tem histórias de Si mesmo para contar. O presente é a História para Jesus. Suas histórias não são passadas, são todas presentes. Suas histórias são as Suas palavras de vida e poder enquanto...

Ora, eu poderia ficar escrevendo aqui para sempre sobre o assunto [aliás, tenho três livros que lidam com essas questões de modo amplo e extenso]; no entanto, o que me interessa é apenas afirmar que assim como Jesus tratou a vida e a História, do mesmo modo Ele espera que nós o façamos, até quando estivermos exaltando o Seu nome ou pregando a Sua Palavra; e, sobretudo, no vivendo da vida.

Ou quem nos fez pensar que Jesus era assim apenas porque Ele tinha que ser assim? — Mas que nós, que não somos Ele [e que temos a tarefa de propagandeá-LO na terra], temos permissão para tratarmos Jesus em relação ao mundo de um modo diferente do que Ele tratou a Si mesmo? Sim! Quem nos convenceu de tal loucura?

O modo de vivermos e pregarmos o nome de Jesus no mundo é exatamente o mesmo com o qual Ele tratou a Si mesmo na experiência humana de Seu existir entre nós.

“Meu reino não é deste mundo!”

Afinal, quem é César? Quem é Alexandre?

Você deve a vida a qualquer um dos dois? Em que César ou Alexandre ajudam a sua vida hoje?

Assim, pergunto:

Você aceita desistir do que erro no qual foi criado na religião e passar a viver com os modos e motivações de Jesus?

Pense nisso!


Caio


13/02/08

Lago Norte

Brasília

DF

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

E AINDA... SÓ IGREJINA NÃO VIU E NEM VÊ!


Leia depois: IGREJINA: A CAROLINA TRISTE


O mundo mudou e só “igrejina” não viu...

Ora, o mundo é “concreto” demais para amar o invisível...

Por isto os hebreus, quando se tornaram judeus, fizeram um Templo e praticamente adoravam mais ao Tempo do que a Deus.

Os cristãos originais resistiram quase 300 anos sem as “concreções” do mundo; depois se entregaram à Constantino e se tornaram uma Religião; e depois um Império; e hoje tem ainda seu Estado Vaticano; e os contrários têm seus impérios próprios...

O Protestantismo rebelou-se contra isto; mas nem tanto... Fez uma Dieta... Tirou os ídolos dos nichos... Diluiu em sua prática de autoridade a força demoníaca da autoridade papal... Porém, não podendo existir em meio a tanto valor abstrato apenas, fez de suas doutrinas as suas “realidades concretas”; fez da Bíblia/Livro/Sagrado seu ídolo contra os ídolos; sem falar que fez do “púlpito” sua “Arca da Aliança; sim, fez o seu “lugar santíssimo” [o templo/igreja]; e criou sua “classe sacerdotal”: os pastores, bispos e autoridades espirituais...

Os Islâmicos também são “monoteístas” de um Deus com terra própria; e mais: um Deus que somente ouve orações feitas a “Ele” com o corpo alinhado ao GPS geográfico de Meca, na Arábia Saudita; e ainda: com hora marcada para as orações [...] cinco vezes ao dia...

Entretanto...

O convite de Jesus é para o nada mesmo...

Sim, é um seguir sem colunas, sem altares de pedra, sem templo pra fora, sem textos sagrados; mas apenas com Cartas Vivas; sim, escritas nos corações...

O mundo, todavia, mudou; e só igrejina não viu!

É claro que teremos o judaísmo, o cristianismo e o islamismo por muito tempo ainda...

Mas serão poderes em decadência!

As novas religiões com apelo na Terra são as que não têm ideologia política e nem autoridades fixas instituídas...

Ou seja: o mundo, na Era Quântica, está cada vez mais preparado para lidar com a fé pura e simples no Espírito; no Deus que é; embora não pareça que assim seja.

Você liga a tevê e percebe que para cada dez séries sendo exibidas no cabo, três ou quatro lidam com o paranormal, com assombrações ou com óvnis...

Ora, as três coisas são equivalentes à expressões como sobrenatural [paranormal], opressão ou possessão demoníaca [assombrações]; ou ainda a designações como Arcanjos, anjos, principados e potestades [óvnis]...

Pelo menos uma vez por semana [...] penso demonstrar no “Papo de Graça” [no http://www.vemevetv.com.br/] que a relação entre tais coisas é total, apenas variando na linguagem; sendo, portanto, uma diferenciação que se estabelece como diferente no dizer; e, sobretudo, em razão do “condicionamento” que a mente cristã ocidental tem em relação ao que seja o sobrenatural, o que sejam os demônios, fantasmas ou espíritos... E pior: com relação aos óvnis poucos discernem que são os velhos e mesmos seres que aí estão desde a antiguidade [vide o livre de Ezequiel]; — uns servindo ao Pai dos espíritos, o Senhor; outros servindo seu egoísmo e narcisismo alienígenas ou angélicos [para o mal]...

Somente quando os paradigmas de nossas interpretações milenares e sedimentadas em nós como fato caem por terra — é que nossa mente se abre para ver como nunca antes a humanidade esteve mais próxima dos poderes e realidades espirituais do que hoje!

Como Jesus predisse estaríamos também diante de coisas espantosas e de grandes sinais do e no céu!

Pois bem, as coisas cada vez mais espantosas nos cercam e cercarão; e os sinais nos e dos céus apenas aumentam e aumentarão diante de nós!

Na Terra angustia, medo, desmaios de pânico; calamidades globais, regionais e locais; guerras, ameaças contínuas e homens com surto de poder mundial; na vida em geral Ele disse que cresceria a frieza e o desamor, e que por tal razão viriam as corrupções, as manipulações, o hedonismo das surubas, a bissexualidade como experimento da angustias e da falta de sentido; e tudo o mais que faz do mundo exatamente o lugar de agonia que ele é dia a dia mais e mais...

Ora, o que me assusta é ver que igrejina continua a não ver...

Sim, o mundo está acabando, mas igrejina pensa que se elegerem muitos evangélicos para os cargos de mando, o mundo mudará; sem ver que dentre as expressões do que seja mundo em decadência, ela, igrejina, quase não tem concorrente...

Deus nos livre de um mundo de “Deus”!

Sim, do “Deus” da igrejina, do judaísmo ou do islamismo...

O mundo estará melhor sem religião alguma do que com a gestão de tais principados e potestades religiosos!

Você pergunta: o que isso afeta a fé no Evangelho de Jesus?

Minha resposta é um simples em Nada!...

Afinal, a dissolvência de tais poderes tira todo engano de poder que alguns discípulos ainda têm [pelo vício do Cristianismo] — e os coloca no lugar sem lugar; em fraqueza e serviço simples e amoroso [...]; que faz igrejina virar Igreja de Deus entre os homens; sim, ainda que sem poder segundo o mundo, mas cheia do poder que abala os poderes visíveis e invisíveis, como foi desde o principio o desejo de Jesus.

O sal há que se dissolver na terra!...

Sim; pois somente com a dissolvência do sal na terra a Luz brilhará no mundo; não de um velador feito por mãos de homens; posto que serão torres invisíveis; sim, feitas de Luz simples [...] que brilhará de aparente lugar algum...

Entretanto, somente os que ficarem livres de toda idolatrias religiosa conseguirão ver o que digo!...


Nele, em Quem sei que falo,


Caio

11 de abril de 2010

Lago Norte

Brasília

DF

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

CAOS NO NIGER DELTA

Apesar de escrever relatórios quase diários do que vem acontecendo aqui na Nigéria sempre tenho em mim um verdadeiro receio de dar muitos detalhes e mesmo assim não conseguir expressar a realidade e complexidade do problema.

Mas, hoje, requer um pouco mais de detalhes para que vocês sintam ou pelo menos percebam o que está acontecendo por aqui.

O desemprego na região é algo alarmante. Não se ouve estatística, mas em toda direção que vou vejo pessoas desesperadas por um trocado que seja para que possam comprar pelo menos um pão.

Policiais fortemente armados pelas estradas dobram o tempo de qualquer percurso com tantas paradas e tantas complicações que arranjam para pedir uma propina, e pasmem... eu vi uma propina de 200 Nairas (equivalente a R$2,00) deixar dois policiais extremamente satisfeitos. E não pensem que isso aqui vale muito, um cacho de bananas custa 250 Nairas.

Na última terça-feira, a caminho do orfanato James 1:27, vi um homem morto abandonado na beira da rua com seu corpo inteiramente queimado. O odor de carne queimada na rua me causava enjôo. Mais tarde vi quatro rapazes, talvez seus algozes, que riam enquanto o enterravam a dois metros adentro daquele terreno baldio.

Cheguei ao orfanato James 1:27 para rever as crianças e ver como vai a obra dos dois quartos que pagamos recentemente para serem acabados. É neste orfanato que mantemos a Esther que resgatamos na minha última vinda. Encontrei a maioria das 50 crianças subnutridas vivendo de uma pequena porção diária de farelo de mandioca com água ou às vezes um bocado de feijão. A pequenina Vitória de aproximadamente 4 anos nos implorou por um pedaço de pão. Todas as crianças lá estão sofrendo com uma espécie de sarna na pele e eles não acham a causa do problema.

Suspeita-se dos colchões e/ou pequenos cobertores que não podem ser trocados por falta de condições. A situação é muito triste e carece muito de nosso cuidado. Fiz promessa no nome do Caminho de os ajudarmos mais.

Dois meses atrás a Esther, talvez pela falta de condições no orfanato fugiu de lá e tentou voltar para sua vila.

Nosso time foi tentar encontrá-la e seu padrasto disse que ela havia aparecido por lá, mas que lá não estava mais. A Diana entendeu que ela havia sido abandonada novamente e foi procurá-la pelas ruas, a reencontrou aos trapos e a trouxe de volta ao orfanato. Segundo o pastor do orfanato quando ela chegou e foram dar banho nela viram que ela tinha sido seriamente abusada e sua genitália estava toda desfigurada.

Depois fui rever as 12 crianças (10 meninos e 2 meninas) que se refugiaram nos cômodos abandonados do antigo orfanato CRARN das quais temos cuidado com alimentos, roupas e ajuda escolar desde junho deste ano através de uma família local que se dispôs a cuidar deles.

Ali também no antigo orfanato encontrei também e pra minha surpresa o escritório reativado com duas ONGs trabalhando em parceria e dizendo que desde setembro tem também cuidado das mesmas crianças dando lhes duas refeições por dia.

Minutos mais tardes as crianças vieram me dizer que elas quase nada recebem daquelas ONGs além de esporadicamente uma porção de farelo de mandioca e percebi que ali não passavam de um grupo de 5 ou 6 funcionários do antigo orfanato desempregados a muito tempo, usando o lugar de fachada para levantar alguns fundos para si próprios. Todas as crianças me pediram que continuasse ajudando elas através da família do Godwin e no fim os meninos literalmente me imploraram por mais uma bola de futebol pois a deles já havia furado a vários dias. No dia seguinte quando retornei com uma bola novinha que havia trazido da Inglaterra a alegria deles foi tão grande que parecia que eu havia lhes realizado um grande sonho.

Depois fui até o orfanato da Salvation Army (Exército da Salvação) onde mantemos o pequeno Samuel um menininho muito especial que também resgatamos das ruas e pagamos pelo seu cuidado.

Embora eles tenham uma construção invejável com quartos, casas, templo e muita área ao redor hoje só cuidam de 15 crianças e só contam com 4 funcionários por falta de fundos também.

De lá fui procurar a família da dona Mabel que já a mais de uma semana entrou em contato conosco pedindo ajuda. Pediram que fossemos buscar duas crianças que nos espaço de cinco dias foram encontradas  na estrada e que eles não tinham nenhuma condição financeira de cuidar delas.

Chegando lá os conheci. O primeiro que eles haviam encontrado sentado no mato à beira da estrada era o Bassey, um menino de 9 anos bem tímido que não sabe nem exatamente o nome de onde ele morava além do nome da região.

Segundo ele o pai o trouxe e o abandonou na rua. Quando o encontrei ele estava vestindo uma camisa do senhor que o resgatou e estava sem shorts, sem cueca, sem nada. Segundo dona Mabel quando ele foi encontrado estava usando uma roupa literalmente podre, estava extremamente faminto e não fazia ideia de para onde deveria caminhar e por isso sentou ali na estrada e ali ficou.

A segunda criança foi a Favour, aproximadamente 5 aninhos, uma gracinha de menina que não faz ideia do nome do lugar onde ela morava.

Foi também encontrada na beira da estrada com o corpo todo ferido. As marcas estavam espalhadas nas costas e cabeça e se assemelhavam a chicotadas mas ela tentando explicar a causa dizia que foi uma máquina grande e o pessoal acha que ela foi atropelada por algum caminhão e se machucou no asfalto. Por causa da situação em que ela foi encontrada a dona Mabel e seu marido chamaram a polícia que a levou e pelo dialeto dela tentou localizar sua vila, mas não conseguiram e simplesmente a trouxeram de volta. No caso do Bassey na próxima terça-feira a Uduak que trabalha conosco vai passar o dia com ele rodando as vilas de Oron tentando localizar sua vila e família para tentarmos um processo de reconciliação. Mas no caso da pequena Favour não cremos que vamos achar sua família e preciso ainda este fim de semana arranjar um orfanato onde possamos colocá-la e cuidar dela.

Visitei também o que eles chamam de “grande construção da Stepping Stones” e tudo o que vi foi um alicerce realmente bom mas já com muito mato crescendo mostrando a falta de trabalho por ali. Segundo os próprios membros da SSN eles estão com escassez de fundos e isso me desapontou, pois desde o começo do ano os vi deixando as “criancinhas bruxas” meio de lado devido a tanto conflito político com que se envolveram e começaram a desenvolver outros projetos em outros estados e em Gana.

Nas últimas três semanas nosso time resgatou e cuidou do caso de quatro meninos, Samuel (8 anos), Michael (8 anos), David (8 anos) e Israel (6 anos). Samuel está na Salvation Army aos nossos cuidados como já mencionei; David foi encaminhado ao Ministério do Bem estar da Mulher e Criança; Michael e Israel tiveram suas famílias localizadas e foram ambos reconciliados.

Mas hoje, três horas atrás recebi daqui de Eket más notícias lá de Oron. Michael apareceu quase desmaiando na casa do Chief Medekong com a roupa toda suja de sangue. Quando olharam para ele viram que ele tinha um corte enorme na cabeça.

Rapidamente levaram ele para receber algum socorro, chamaram a polícia e os conduziram até a casa de Michael. Chegando lá abordaram seu pai o qual alegou que seu irmão, tio de Michael, bateu na cabeça dele com uma barra. A polícia encontrou seu tio e ele foi detido aproximadamente uma hora atrás.

Ainda a caminho da base nosso time recebeu uma ligação de Joy , uma funcionária da Stepping Stones, pedindo por ajuda. A mãe dela havia encontrado uma menina de 13 anos chamada Glory num terreno baldio atrás de um campo de futebol. Ela disse que foi abandonada lá por sua família, mas que mora em outra vila. Glory acaba de ser resgatada e vai ficar na nossa base até arranjarmos um orfanato para ela, enquanto tentaremos localizar sua família.

Também visitei as 200 crianças em Uyo ainda no abrigo temporário em que o governo as colocou depois de tê-las retirado do orfanato CRARN. Depois de nossa última visita lá em Julho e das fortes críticas que fizemos ao governo através da mídia eles aparentemente resolveram agir e contrataram mais pessoas para cuidar das crianças, colocaram quase todas em escolas na região, lhe deram uniformes de escola e colocaram uma enfermeira também no abrigo. Assisti as crianças chegarem num ônibus e vi também a cozinheira preparando um caldeirão de sopa de folhas para elas. Foi muito bom revê-las mas certamente ainda falta o mais importante no lugar, amor. As crianças estão mais carentes do que nunca e carecem de tratamento emocional.

No meio e em volta de todo este caos estão as (LITERALMENTE) milhares de “igrejas” pregando a prosperidade e adorando a Mamom. Espalhando em cada canto que você olha seus cartazes e folhetos de campanhas cheios de promessas, quase todas ligadas a prosperidade e libertação dos poderes da bruxaria. Outros prometem o milagre do casamento.  A Apóstola Helen  que fez aquele filme desgraçado que infernizou a mente dos nigerianos esta com mais uma campanha prometendo vários milagres entre eles a defesa contra ataques de bruxaria, libertação de pesadelos, falta de promoção no trabalho e impotência financeira.

Enquanto isso os valores familiares e qualquer coisa que se assemelhe ao evangelho de Cristo vão desaparecendo. O inferno vai se instalando. Todo lugar que se olha nas ruas vê-se brigas ou a corrupção do ser. E as crianças continuam a ser consideradas o primeiro fardo a ser abandonado quando a situação fica fora de controle numa família. E são rejeitadas, abusadas e abandonadas o mais distante o possível de casa.

Não tenho perdido uma chance de sentar com pastores aqui tendo longas conversas sobre o EVANGELHO e tenho tido momentos muito bons e marcantes. Com a graça de Deus, a partir de fevereiro vamos colocar o Caio na TV local. Finalmente hoje consegui sentar com a direção de um canal e comecei a acertar os detalhes. Devido ao custo estou encomendando somente meia horinha por semana mas tenho certeza que vai fazer toda a diferença na vida de quem essa mensagem alcançar, assim como tem feito na minha e na sua vida.

Nestes dois anos a única coisa que vi melhorar por aqui e mesmo assim muito lentamente foi uma estrada que liga um caos a outro caos e a empresa de petróleo ao aeroporto.

Que permaneçamos todos juntos e firmes nessa batalha.
Beijo em todos.

Leo Santos | Eket, Niger Delta - Nigéria

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O ESCRAVO VAI… O FILHO FICA…



Jesus disse algo solto…, e que a gente acolhe porque veio Dele…, e, também, porque faz sentido na lógica da existência, embora, aparentemente, quebre a lógica do texto, ou, pelo menos, ainda que se ligue ao texto nas “palavras” que usa..., nos termos que adota..., também presentes no contexto todo, a fala em si parece não dizer nada...

“O escravo não fica para sempre na casa, o filho sim, para sempre”...

Ora, Ele disse isso em João 8, no contexto do “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”; e, também, no mesmo lugar no qual Ele disse que “todo aquele que comete pecado é escravo do pecado”...

Entretanto, ainda assim o texto fica solto... Sem conexão com o antes e o depois..., exceto pelos termos “escravo”, em contraposição a “filho”, que fica para sempre..., pois é livre...

Eu, no entanto, apesar de ter pregado centenas de vezes usando o texto de João 8..., jamais pregara no texto especifico em questão aqui... “O escravo não fica para sempre na casa, o filho sim, para sempre”...

Foi somente no domingo passado que me dei conta que o texto falava de fato da questão da “permanência na Palavra”...

Sim, pois Jesus dissera aos judeus que supostamente “haviam crido Nele”... que eles deveriam..., a fim de serem de fato Seus discípulos, permanecer na Palavra... — então, conheceriam a verdade e a verdade os libertaria...

Na seqüência eles ficam furiosos com a idéia de ainda virem a ser libertos... [Eles..., que se consideravam as consciências mais iluminadas do Planeta!... Libertos?...]. Sim, libertos de algo que era de uma subjetividade que, na pratica, faria todo homem ser escravo ante as realidades em questão, do coração, do interior... — no ambiente no qual se comete pecados...

Por isto, os que diziam ter crido em Jesus não podiam ficar..., permanecer..., continuar..., ficar para sempre na Casa..., como os filhos ficam. Sim, não ficariam..., como de fato não ficaram, posto que não fossem filhos da Palavra da Vida, vindo a ser posteriormente chamados por Jesus de filhos do diabo... Sim, filhos da mentira, da impermanencia, do engano e da fantasia em fuga da verdade...

Assim, simplificadamente, o que Jesus está dizendo é que existe gente com espírito de escravidão, e que tais pessoas jamais se firmarão na verdade, e, por isto, jamais ficarão na Casa do Amor, na Tenda da Graça e da Verdade, pois, para tais pessoas, o desconforto da Verdade é equivalente ao mal-estar que um escravo sente ante o fato de que ele enxerga a cada ordem do seu senhor o quão escravo ele é...

Por isto o escravo quer fugir sempre...

Para ficar na casa do Pai a pessoa tem que se sentir e saber filha..., do contrario, a Casa/Palavra de Jesus se torna insuportável...

Não adianta... Sem a confiança no amor do Pai e sem a confiança de ser filho..., nenhum homem se emancipa pela religião a fim de se sentir filho, se ainda é escravo...; e, por isto, pelo espírito de escravidão ao pecado..., jamais se sentirá à vontade ante na Morada da Verdade e da Graça... Daí o escravo não ficar para sempre, não permanecer na Palavra; sendo que o filho fica para sempre...

Faça o melhor proveito para a sua vida!


Nele, que não gera escravos, mas filhos do amor permanente,


Caio

15 de setembro de 2009

Lago Norte

Brasília

DF

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CREIO NOS QUATRO EVANGELHOS E EM TODA A PALAVRA DE DEUS! – a verdade e a realidade como demonstrações...



Dando seqüência ao texto O JESUS QUE EU CONHEÇO!


Quando digo que creio que nos Quatro Evangelhos presentes no Novo Testamento - Mateus, Marcos, Lucas e João - temos a melhor e mais divina descrição de Jesus, não me fundamento nas discussões acerca de texto e autor; discussões que acompanhei durante anos, lendo livros de técnicos alucinados pela idéia de que seria possível atestar a veracidade do texto canônico pela sua antiguidade e proximidade das fontes históricas originais; sem falar que, além disso, havia ainda toda a questão relacionada ao ceticismo das décadas de 30 e 40 nos Estados Unidos e na Europa; fenômeno esse que levou de roldão a imaginação e a alma angustiada dos crentes da lógica teológica prevalente por milênios, e que já não sabiam o que pensar ante os novos fatos da ciência, e que, por causa disso, entregaram-se à tentativa de fazer de Jesus um ente mais palatável para aqueles tempos de não-milagre.

Sim! Quando digo que creio que nos Quatro Evangelhos presentes no Novo Testamento - Mateus, Marcos, Lucas e João — temos a imagem real de Jesus, pois temos a verdade essencial de Sua pessoa em plena e simples apresentação humana despretensiosa, exceto pela fé na Encarnação do Cristo, o Filho do Deus vivo — faço tal confissão não por causa da suposição de que os sábios inspirados na confecção do chamado cânon sagrado tenham sido inspirados a fazê-lo e ponto.

Houve um tempo em que foi assim para mim. Depois me esforcei mentalmente para dar razão à minha fé. Foi quando depois de anos de estudo de natureza apologética, verifiquei que tudo não passava de luta inócua, posto que nada sobre autorias, antiguidades, proximidade das testemunhas oculares, e integridade textual de manuscritos, tivesse qualquer valor se o conteúdo dos textos não se mostrasse verdadeiro no seu encontro com a natureza humana, com a história humana, e com os prognósticos ou profecias sobre o futuro humano e universal.

Ou seja:

Discerni que os Quatro Evangelhos como narrativas acerca de Jesus, somente seriam verdadeiros se tudo o que narrassem se mostrasse verdadeiro no encontro daquelas histórias e ensinos com a realidade das coisas criadas.

Então vi que o mesmo valia para tudo, só que agora a partir de Jesus, tendo-o como Referencia Absoluta para a validação de qualquer coisa na Escritura ou no que chamamos de Realidades e de História.

Então, bem jovem, vi que os evangelhos estavam certos sobre demônios, pois os vi em ação real, e atestei o poder de Jesus sobre eles.

O mesmo aconteceu com o chamado Sermão do Monte, por exemplo. Vi nas vidas de perdão e graça de meus pais que o Sermão do Monte era verdade porque era possível.

Gandhi foi uma figura muito importante para mim na demonstração da verdade pregada nos Quatro Evangelhos.

Sim! Pois Gandhi, sem livro e sem texto, sem usar o nome de Jesus e sem fazer proselitismo de natureza alguma, viveu os princípios do Evangelho com tanta tenacidade e fé, que, por ele, o mundo teve a primeira experiência global com o poder demolidor dos ensinos de Jesus no Sermão do Monte.

O mesmo digo de tudo o mais...

A autoria de Paulo, Pedro, Lucas, Marcos, Mateus, João, Tiago, Judas, e quem quer que tenha escrito Hebreus, não se fundamenta na autoria, mas na verdade ou não do conteúdo; pois, se o conteúdo não for maior que a realidade em sua proposição, e inescapável na sua analise e diagnostico do mundo real e porvir [profético], então, poder-se-ia encontrar meleca de Mateus no texto original, com prova de DNA, que nem assim para mim seria verdade, sendo apenas arqueologicamente verdadeiro quanto a autoria.

O que torna o Evangelho verdade histórica é a própria história como testemunho da verdade do Evangelho, para o bem e para o mal.

Por exemplo, não importa se quem escreveu o Apocalipse foi o João Apóstolo de Jesus ou um certo João de Pátmos. O que importa é que hoje até a ciência se ocupa do Apocalipse pela inegabilidade de suas predições sobre o mundo e seus sistemas, sobre os fenômenos ecológicos e climáticos que o livro descreve, pelas forças globais de poder, pela crescente capacidade de controle universal, pela coisificaçao do homem chegando ao nível da possibilidade de que o homem vire quase um robô e os robôs se tornem humanóides de laboratório [estatuas falantes], até ao ponto de que o próprio homem se assentará no trono de Deus, como abominável da desolação, intervindo em todas as áreas possíveis do saber, exercendo o arbítrio de mudar o homem, as criaturas e a natureza das coisas; isso indo da inteligência artificial, passando pela revolução bio-tecnológica [manipulando de todos os modos o DNA, para o bem e para o mal impensável], e, sobretudo, pela necessidade que toda a humanidade terá de se vincular pelo conforto, pelo comercio e pela comodidade, a um Poder Central que saberá de tudo e de todos, e, por fim, a tudo controlará.

Assim, que razão em saber quem é o autor do Apocalipse?

O mesmo posso dizer, por exemplo, sobre as questões supostamente tão importantes da autoria do Gênesis ou mesmo acerca de sua literalidade ou não.

Ora, nada disso é importante. De fato o que importa é que o cenário do Gênesis é tão real e verdadeiro que se repete todos os dias diante dos nossos olhos.

Vejo a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, a Serpente, os humanos, a Árvore da Vida, o um dia Jardim; e vejo que nada mudou, exceto pelo fato de que tudo se repete cada vez mais pioradamente, sem jamais deixar de se repetir.

Portanto, o que é importante: Quem escreveu o Gênesis ou qual seja o seu estilo literário ou se o que ele diz é verdade na realidade das coisas?

Acabo de ver em companhia da Adriana uma série de três horas no History Channel chamada “Visões do Futuro”.

Ora, as tais visões do futuro são tão assombrosamente apocalípticas e genesisticas em tudo o que afirmam como futuro, de um lado, e como origem do desejo de comer do fruto mais alto a qualquer preço, de outro lado — que, sinceramente, toda a questão acadêmica acerca do Apocalipse ou do Gênesis se torna insignificante ou mesmo blasfema, em razão de seu interesse por espinha no rosto quando se está ante o Incêndio do Mundo.

Alguns judeus indagavam Jesus acerca de que sinais Ele apresentava a fim de demonstrar a verdade da autoria de Suas declarações. Jesus, entretanto, perguntou se eles, os indagantes, cerzidores de roupa mortuária, não sabiam ler os sinais do tempo, como, por exemplo, os sinais de chuva à vista ou de grande calor chegando.

Assim, o que Jesus dizia também era que a Verdade da Palavra tem que ser vista na Realidade da Existência, para o bem e para o mal.

Ora, é porque vejo que o que a Palavra diz é verdade nos intestinos da realidade, para o bem e para o mal, que sei que o que os Quatro Evangelhos dizem acerca de Jesus é verdade; pois, se não fosse, não teria a pertinência de espada de dois gumes que possui e com a qual fere a realidade e as nações, conforme a profecia — ou seja: com o cetro de Sua Boca.

E mais: tudo na existência que carregue a mesma pertinência de analise inescapável da realidade, será verdade; pois, a verdade não é um livro, é apenas Verdade.

Quanto mais a História cresce, mais vejo que a Bíblia é a verdade da analise da condição humana; e mais vejo que nela, o Novo Testamento é o remédio desprezado e que poderia salvar o mundo, na mesma medida em que pela sua rejeição os mesmos homens que dizem crer no “Jesus do Cristianismo”, são as que hoje destroem o mundo.

Assim, não apenas a humanidade, tanto em sua condição e natureza, quanto também em sua realidade e perspectiva histórica, e dentro dela o próprio Cristianismo — me provam por antítese todos os dias que a Palavra de Jesus é a Verdade; e que, portanto, o Jesus apresentando nos Quatro Evangelhos e no Novo Testamento, corresponde ao Jesus em cujo ombro João reclinou a cabeça e perguntou: “Senhor, quem é o traidor?”


Nele, em Quem se fica sabendo que se for Verdade libertará sempre, ainda que assuste os que estão ainda na luta de crerem ou não,


Caio

21 de março de 2009

Lago Norte

Brasília

DF

O JESUS QUE EU CONHEÇO!




Eu não tenho nada a ver com “Jesus”, mas somente com Jesus conforme aprendi nos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João.

Nenhum outro Jesus me interessa.

Não me interesso pelo Jesus dos evangelhos de Maria Madalena, Tomé ou de Judas Iscariotes, por exemplo.

Leio os evangelhos chamados apócrifos com a minha melhor mente. A cada nova disponibilidade de texto punha-me e ponho-me logo à busca de lê-los.

Neles gosto de coisas aqui e ali, mas são apenas gostos que se fundamentam no fato de que aquela dita coisa acerca de Jesus se pareça com os que os Quatro Evangelhos digam. No mais, sinceramente, o resto me parece apenas um monte de bobagem antiga, ungida com a unção da arqueologia bíblica.

É o mesmo que sinto com a versão do Jesus do Cristianismo!

Sim, pois o Jesus apresentando nos Quatro Evangelhos não tem nada a ver com Jesus Segundo Constantino e seus teólogos fazedores de ídolos de “Credos”.

O Deus Anatomizado e cujo DNA foi destrinchado nas Sumas Teológicas e nas Dogmáticas e nas Sistemáticas da Igreja de Constantino [o Cristianismo] — me é tão tolo e feio que não gosto de olhar para elezinho, coitado.

Sim, o Deus Anatomizado e cujo DNA foi destrinchado nos Necrotérios de Constantino - é tão infantil e meninão que me dá vontade de dizer a ele: Cresce Homem! Me é tão substancia e tão nada que se me torna menos interessante do que a Física e o Estudo do Cosmo. Me é tão um Deus de Vitrine que não compro dele coisa alguma.

No processo histórico gosto de muita gente dentro desse engano. Gente boa de Deus, que, apesar de tudo, fez o melhor do que tinha, pôde e viu.

No entanto são poucos os que me inspiram hoje a qualquer coisa.

E os que mais admiro no meio dessa turma histórica, em geral não são os que mais pensaram, mas os que mais amaram e se deram em obras factuais.

Quando a viagem chega aos Protestantes, é claro que tenho grande carinho pelos irmãos Lutero e Calvino. Fizeram o melhor que puderam com a luz que tinham e nos tempo em que viviam.

A desgraça foi terem feito deles Pedro e Paulo de uma nova era: a Era Protestante.

E mais: a desgraça também foi que eles, mais Calvino que Lutero, que era mais pragmático nas implicações da fé, ainda trabalhavam com os critérios interpretativos herdados pelos Pais da Igreja influenciados pelos “Credos” de Constantino e pelas “ferramentas hermenêuticas” dos gregos.

Então, para mim, o movimento Protestante se tornou apenas o forjador de uma nova moral, de uma nova religião cristã e de um novo modelo econômico e social, o capitalismo.

Somente isto e nada além disto!

Quem me dá razão é a História!

Como tenho dito em muitos lugares, e ultimamente no livro “Sem Barganhas com Deus” [sem demérito ao esforço e à paixão dos que se deram por amor no e pelo Movimento Reformado], no fim o Protestantismo é apenas um Catolicismo que fez Dieta teológica, hierárquica, litúrgica e simbólica.

Sim! Pois, afinal, é apenas uma Reforma; ou seja: uma tentativa de botar remendo de pano novo em vestes velhas.

Era natural que com o tempo as vestes se rasgassem e o odre rebentasse ante o destempero do vinho quase novo que nele foi posto.

O fato é que essas obviedades que aqui digo soam heréticas ou caretas para muita gente.

Soam heréticas para os que amam a Reforma Protestante ou o Catolicismo.

Soam caretas para os que amam os esoterismos do Evangelho de Tomé, o feminismo do Evangelho de Maria Madalena, e o resgata de Judas pela via da traição solicitada por Jesus, o que teria feito dele o Grande Apóstolo de Cristo.

Entretanto, pergunto a você:

Você de fato acredita que apenas porque uns carinhas se reúnem e dizem “como Deus é” que seja de Deus mesmo que eles estejam falando ou Deus mesmo que eles estejam definindo?

Você de fato crê que Deus, Deus mesmo, esteja sendo apresentado nesses tratados escritos por teólogos, no passado, ou pelos doutrinadores do presente?

Você realmente crê que sendo Jesus conforme os Quatro Evangelhos o apresentam, Ele possa ter alguma coisa a ver com toda essa loucura e estelionato que fazem com o nome Dele; sim apenas por que o suposto nome que o apelida na História esteja sendo “mencionado”?

Você se apresentaria a Policia apenas porque ouviu no “Jornal Nacional” o nome de um homônimo sendo mencionado como tendo assassinado alguém porque a pessoa deixou de dar o dizimo?

Se você não se apresentaria por saber que o nome era o mesmo, mas que a pessoa não é você — por que então você crê que mesmo não sendo de Jesus que se fale nos lugares, mas apenas se mencione o seu apelido, que, por tal razão, Ele mesmo se apresentaria?

Você acha que Jesus está preso à construção cabalística das letras J.E.S.U.S.?

Você acredita que essas cinco letras juntas, nesta seqüência de J.E.S.U.S., obriguem Jesus a se apresentar mesmo que o que Dele se esteja dizendo não tenha nada a ver com Ele?

Você realmente acredita que um prédio que leve o nome de “igreja” é a casa de Deus?

Você de fato crê que o Senhor de todas as coisas e mundos, não tem povo na terra se não acontecer em um lugar com funções determinadas pelas hierarquias de poder herdadas da administração publica do mundo grego, como presbíteros, diáconos e Superintendentes, ou seja: bispos?

Você acredita em culto?

Acredita que quando certo hino toca e o louvor começa e o pastor prega, que isto é culto?

Você crê que culto é o que acontece quando um monte de gente canta junto usando o nome Jesus?

Você acredita que orações de pastor, de bispo e de apostolo são mais importantes que as suas preces?

Você acredita que a ordenação com imposição de mãos de homens é o poder que cria um pastor ou qualquer coisa?

Você realmente crê que o Senhor, o Criador dos fins da terra, Aquele que não se cansa e nem se fatiga, de fato leve a sério uma reunião de Presbitério, cheia de politicagem, de armações, de mentiras e de calunias?

Você realmente acredita que existe diferença entre artista gospel e uma Fafá de Belém?

Sim! Me diga: você acredita nessas coisas?

Por exemplo: você acredita que se você não estiver indo ao lugar do “culto” você está longe de Deus apenas por esta razão?

E mais: se é assim, me diga: é o seu Deus maior ou melhor do que o diabo?

Por isto, digo: Eu só conheço Jesus pelos Quatro Evangelhos!

Sei o que a “rapaziada” falou e fala supostamente Dele, e, por vezes, Dele mesmo, nesses dois mil anos.

Mas é fala de uns acerca Dele, não é a fala Dele sobre uns e acerca de todos!

Para mim, saber o que os outros disseram é apenas cultura. Mas saber e crer no que Ele disse e diz, é Vida.

Com o passar dos anos os Quatro Evangelhos foram saindo da Bíblia e foram se mudando para dentro de mim. Do mesmo modo Jesus deixou de ser minha inspiração de leitura e busca de prática na vida, e passou a viver em mim, como se a História dos Evangelhos acontecesse todos os dias na minha vida.

Hoje leio o Evangelho escrito no meu coração e cada vez menos nas páginas do livro.

Não que eu não leia o livro. Aliás, leio-o muito mais, a questão é que o livro anda em estado de ditado o dia inteiro em minha mente.

Sim! O Evangelho foi virando sangue e transe!

E mais:

Minha decisão é radical...

Já faz tempo que não leio mais ninguém que fale de Jesus conforme o Cristianismo.

Também não tenho mais nenhuma paciência com a Academia Teológica ou com o ambiente Masturbatológico, posto que apenas seja apenas Mais Turba Teológica.

Sim! Minha ruptura é radical e muito bem pensada, há muitos anos.

Não estou aqui de gaiato...

O que desejo é promover uma ruptura radical ao ponto de que não nos sobre outro interesse a não ser na simplicidade de Jesus no caminho...

E mesmo quando leio os apóstolos do NT, sempre os leio buscando ver amparo para cada coisa que digam no Jesus dos Quatro Evangelhos. O que passa no teste, fica; o que não passa, guardo apenas como um aplicativo circunstancial que eles fizeram da fé, nos limites da compreensão histórica que tinham, mas não adoto a circunstancia como revelação perene.

Ou seja:

O que estou dizendo é que Jesus, Ele mesmo, Encarnado, é tudo!

E mais: digo também que Pedro, Paulo, João, Judas, Tiago ou qualquer outro autor, incluindo, sobretudo, o livro de Atos, estão sob Jesus em Seu modo de ser, amar, interpretar e escolher... Se houver coerência, fica; se não houver, sai. Foi isto que Jesus ensinou e os apóstolos reafirmaram.

Assim, chamem-me de herege!

Afinal, minha heresia é Jesus; sem necessitar de nada mais que não seja Ele apenas!

Fiquei primeiro sabendo Dele pelos Quatro Evangelhos. Mas, como disse, depois de um tempo, Ele mesmo se formou em mim... E não cessa de continuar se formando em mim.

Daí, tudo o que não combine com o que aprendi Dele nos Quatro Evangelhos e com o Espírito Dele em mim, e que é conforme a revelação acerca Dele que encontro nos Quatro Evangelhos — fica fora, sem apelo e sem discussão.

Estes são os meus fatos; e contra eles não encontro argumentos.

E mais; também não estou aberto a discussões.

Afinal, hoje, discutir Jesus comigo, sinceramente, é para mim tão ridículo e inaceitável quanto um estranho desejar discutir comigo sobre quem era o meu pai, que foi a pessoa a quem mais conheci até onde foi possível um homem conhecer outro homem.

Não sou candidato a nada!

Digo apenas o que creio.

Quem assim crer, venha; quem não crer, faça uma boa viagem!



Nele, que não discutiu o Caminho, mas apenas disse “Vem e Segue-me”, ou, ainda: “Vem e vê”,



Caio

19 de março de 2009

Lago Norte

Brasília

DF



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Leia também - CREIO NOS QUATRO EVANGELHOS E EM TODA A PALAVRA DE DEUS!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A ERA DO DESASSOSSEGO



É de impressionar o que aconteceu com a alma humana nas últimas décadas.

As pessoas ficaram muito mais doentes...

Fragmentação é a palavra que melhor define o que está acontecendo com o ser humano urbano no planeta Terra.

Um dos lugares onde tal fragmentação aparece de modo cada vez mais marcante é nas relações de natureza afetiva.

Tanto de homens como de mulheres o que ouço cada vez são queixas.

As mulheres falam da falta de consciência dos homens a respeito do significado de um casamento de verdade.

Já os homens se queixam do fato de que não sabem se podem confiar em suas esposas, posto que saibam como todo mundo está dando mole pra todo mundo — e esse medo masculino talvez seja também resultado de que o homem julga a mulher sexualmente, agora, pelos seus próprios critérios masculinos; e imagina que ela ‘deseja interiormente’ do mesmo modo que em geral acontece com o homem.

Assim, sofrem as conseqüências de seu próprio veneno.

São carências abismais...

Quase ninguém consegue mais ficar sozinho por um tempo.

A maioria entra em profunda crise de auto-estima se não tiver algum tipo de parceiro sexual.

Sexo é o grande garantidor do valor da maioria das pessoas: teve sexo, está bem; não teve, está mal.

Posso sentir o frenesi no ar...

As ondas que vibram são de um desassossego profundo...

Posso ouvir o respirar resfolegante de seres em um cio existencial insaciável.

Às vezes me dá a sensação de olhar para as pessoas e ver buracos...

Outras vezes parece que vejo garranchos, gambiarras...

Há ocasiões que me dá a impressão de olhar e ver muitas pessoas numa mesma...

Ou me dá a aflição de parecer ver pessoas que foram montadas: um pedaço de cada lado, sem serem elas mesmas jamais, mas apenas partes, incongruentes e desconexas.

Mas o que mais vejo é gente que parece estar com a alma para fora..., tais são as pulsões que se pode quase que ver dentro delas.

É como se tivessem perdido a pele, a cobertura, a proteção; e tivessem ficado vazadas, com tudo exposto; tamanho é o avesso de ser no qual se colocaram.

Hoje está mais fácil encontrar e sair com pessoas do que nunca antes.

No entanto, nunca foi tão arriscado; especialmente se isso implica também em qualquer forma de relacionamento, posto que a maioria das pessoas esteja com a alma muito enferma; e, também, da maioria se pode dizer: legião é seu nome porque cada um “é muitos”.

Numa época como esta a melhor palavra é: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus!”

Mas do que nunca, quem desejar manter a alma no bem, terá que saber, aprender e praticar, a verdade que diz: “Em descansardes e em sossegardes está a vossa salvação”.

A grande vitória nestes dias é manter a vida sob a consciência do entendimento do Evangelho, preservando o coração na paz, dando sempre mais valor para tudo aquilo que promove a serenidade do coração; e não para as aventuras galopantes que têm o poder dos raios, mas que não aquietam o coração.

“Espera no Senhor e faze o bem; busca a paz, e empenha-te por alcançá-la”.

É no espírito dessa Palavra que se tem que viver cada vez mais.

Quem não crer existirá para saber que não viveu.


Caio

2003

Copacabana

RJ

1º ano do site.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

ODIANDO O MUNDO E AMANDO A TERRA!



Sigo Jesus pelas mesmas razões de Pedro: “Só tu tens as Palavras da vida eterna”!

Sigo Jesus pelas mesmas razões de Paulo: “Cristo em nós é a Esperança da Glória”! E também “porque se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens”!

Sigo Jesus pelas mesmas razões de João: “Deus é amor”... e quem ama conhece a Deus e já tem a vida eterna presente em si mesmo...!

Sigo Jesus pelas mesmas razões que Jesus me disse para segui-Lo: “Aquele que me ama, esse tem os meus mandamentos e os guarda, e meu Pai o amará, e eu me manifestarei a ele”.

Não sigo a Jesus para reinar em vida [entenda-se “reino” por conquista], mas para servir em vida[para Jesus o “reinar em vida” é provar os “poderes do mundo vindouro” no tempo/espaço]; e isto apenas para servir os filhos e principes disfigurados do reino de Deus [ou dos céus] nesta dimensão...

Não sigo a Jesus para me mostar diferente dos homens, mas sim para entre os homens tornar-me um dos mais humanos...

Não sigo a Jesus para mudar o mundo, mas sim para odiar o mundo amando indivíduos...

Não sigo a Jesus para mudar a História, mas para ter a minha vida mudada na História do meu coração... — minha única chance de mudar a História!...

Não sigo a Jesus em razão do céu e nem do inferno, mas sim em razão dos Seu Fascínio Divino/Louco/Absoluto/Absorvente/Delirante/Lucido/Vitorioso/Supra-Mortal/Eterno... — em mim!

Não sigo a Jesus olhando para o Mundo!

Não! Sigo-o olhando a Eternidade, sem fuga e sem escapismos, porém, sem a ilusão de que minha Patria esteja em qualquer lugar que não seja o céu; e, além disso, vejo-me no Mundo como um transeunte apressado e feliz; não carregando comigo nada além do bordão, das sandalias, e do poder de levar paz, de curar, de expulsar demonios, de levantar mortos..., sim, enquanto os leprosos são purificados!

Entretanto, essa não esperança mundana..., nada rouba de mim!

Paulo sentia e confessava assim... No entanto, ninguém pisou mais o chão da realidade do que ele; sem evasões da existência!

Na realidade, até hoje, entre todos os que tentaram — apesar da “perversão” de Sua mensagem pela “igreja” — ninguém mexeu mais no mundo do que Jesus!

Ele mexeu no mundo justamente porque ficou de fora de suas engrenagens!...

A “Igreja”, todavia, não mudou o Mundo por não amar os humanos; antes amar os Poderes do seu Principe!...

Para poder ser sal da Terra, dos homens, da vida, da existencia — tem-se que, paradoxalmente, ser Luz do Mundo.

O Mundo é uma categoria em trevas e sem sabor! Jaz no Maligno!...

A Terra, porém, tem esperança...; pode gostar do gosto do amor... O Mundo, porém, não vive de esperança, mas apenas de poder e volupia.

A Terra espera e geme por Redenção!

O Mundo mata por Poder e Controle!

Por isto, a fim de ser Luz no Mundo, tenho que me diferenciar dele por completo...

Já para ser Sal da Terra [...] tenho que mergulhar no Planeta dos Homens e da criação...

Todavia, para que minha Luz brilhe no Mundo, tenho que me diferenciar dele, enquanto me indentifico com a Terra segundo Jesus!

A Terra é boa, tendo sido amaldiçoada por causa do Mundo!

O Mundo é o homem; a humanidade arrogante...

Terra é vida, é criação, é ambiente jardim...

O problema da Terra é o mundo!

Nunca desistirei da Terra e dos humanos que amam a vida; mas não tenho nenhuma energia para alimentar o Mundo!...

Com o Mundo estou em guerra...

Com a Terra estou trabalhando na culinaria da vida, com o Sal do Céu!

No Mundo minha existência é embate da Luz com as Trevas!

Na Terra é a missão de restaurar o sabor!

Mas para isso é preciso que haja Luz em mim, no meu olhar, no meu interpretar em amor. Minha guerra de Luz contra o mundo é praticada com as armas do Amor. Luz e Amor são a mesma coisa segundo João, na 1ª Epístola.

Já a minha relação com a Terra é de muita delicadeza, como a de uma cozinheira preparando um banquete; sobretudo temperando tudo com Sal-amor!

O Mundo tem que acabar para que surja o Novo Céu e a Nova Noiva Terra!

Eu, todavia, quero ser encontrado lutando por homens, pela verdade que une, pela justiça de Deus, pela criação, pelo Templo da Terra de Deus!

Assim, sou inimigo do Mundo por amor a Deus e aos homens que no mundo amam a vida; e sou amigo da Terra por amor a Quem a criou para a vida, incluindo a vida dos humanos!

O Mundo está perdido juntamente com seu Príncipe!

A Terra, porém, está Grávida Daquele que haverá de reger as nações com o cetro de Sua boca!

Quem ama a Terra ama os homens e toda criação!...

Quem ama o mundo ama os Poderes do Príncipe das Trevas!

Decida de uma vez por todas quais são os seus amores!

Mas lembre: “Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele”.

Algo mais a inventar?...

Ora, chega!


Nele, que venceu o mundo,


Caio

26/12/2010

Lago Norte

Brasília

DF

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

POR QUE COISAS RUINS ACONTECEM A PESSOAS BOAS?



Há não muito tempo atrás foi lançado um livro cujo titulo levantava a questão de por que coisas ruins acontecem a pessoas boas.


Dei apenas uma olhadela no livro. Francamente não me interessou por uma simples razão de ordem invertida. Para mim a grande surpresa, num mundo caído—ou seja: marcado pelo pecado e existindo em caoticidade—é justamente o oposto: por que ainda acontecem tantas coisas boas com gente de todo tipo?


A questão proposta no livro é plausível apenas para quem não vê a vida com realismo bíblico.


Adriana o demoliu com apenas uma pergunta: Por que Coisas Boas Acontecem Ainda a Nós?


Esse mundo jaz no maligno e seus habitantes “conscientes de si”—os humanos—são a grande praga e maior razão de morte no próprio planeta.


A leitura da Bíblia nos chama desde o início para essa cruenta realidade da existência.


Depois de Gênesis 3 acabam-se as leituras fabulosas sobre a condição humana. A seqüência inteira nos esmaga: Caim mata Abel, os poderosos começam a determinar o destino dos demais, instrumentos cortantes são inventados, a maldade se espalha pela terra—o Diluvio cai sobre a humanidade!


O que se segue é igualmente marcado pela dor. Ser Abraão só é romântico para quem não tem que experimentar o que o patriarca experimentou.


O mesmo se pode dizer de praticamente todos os personagens bíblicos.


Os livros de sabedoria—Jó, Salmos, Provérbios e Eclesiastes—não abrem espaço para que nenhuma idéia de que a benção de Deus impede a calamidade.


Tudo acontece a todos!


O que resta é saber o que cada um faz com o mal ou com o bem. Assim, há males que produzem bem, no ser. E há bens que introduzem o mal, também no ser.


Jesus foi absolutamente claro acerca desta questão:


1. A calamidade sobre alguns deveria convocar a todos ao arrependimento--como no caso dos galileus mortos!


2. Nós somos maus, apesar de às vezes fazermos coisas boas a quem amamos--os filhos!


3. O tratamento “bom”, como qualificação, somente cabe em relação a Deus--como no encontro com o jovem rico!


4. Até o mal congênito pode se tornar algo bom, para a gloria de Deus--como no caso do cego de nascença!


A lista poderia ser interminável!


O restante da revelação insiste na mesma ênfase. O Apocalipse nos leva trêmulos pela mão pelas veredas sombrias e angustiantes do “futuro”.


Portanto, a surpresa é o bem e o bom ainda nos alcançarem na terra.


Talvez seja pela ausência dessa consciência que nos sentimos abandonados por Deus quando a calamidade muda o endereço da porta do vizinho para a nossa.


Mas quem tem essa consciência e ama a Deus na realidade da vida, não se assusta mais; e nunca se vê abandonado por Deus porque dói.


Dói mesmo!


Mas e daí?


No mundo tereis aflições...


E elas podem vir com caras as mais diversas.


A recomendação é bom ânimo. Jesus venceu o mundo, mas fez isso passando pelo sofrimento.


A galeria dos homens e mulheres de e da fé em Hebreus 11, nos põe cara a cara com os esmagadores fatos da existência. Entretanto, adverte que sem fé é impossível agradar a Deus.


Tudo pode acontecer a todos!


Mas a fé não é de todos!


Se você tem fé apesar de tudo, agradeça. O que de melhor pode acontecer a um ser humano na terra aconteceu a você. Afinal, você crê. E sem fé é impossível agradar a Deus!


Então, felicidades!


Bem-aventurados os humildes, os que choram, os mansos, os famintos de justiça, os perseguidos e os que se ocupam de lutar pela mais perdida de todas as causas da terra: promover a paz!


O segredo de tudo é a gratidão. E a gratidão só surge quando as “perdas da terra” são consideradas por nós como adubo para o ser!


Tudo depende de onde está o seu tesouro!



Caio

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

POR QUE VOCÊ BUSCA O BEM?



Por que um homem busca o bem?


A resposta verdadeira, na maioria esmagadora dos casos, é:


Por medo de Deus, ou do Inferno, ou da Lei ou do Estado — e também do cônjuge! (rsrsrs).


Poucos fazem o que é bom porque o que é bom faz bem. Tudo o que é bom faz bem. Faz bem! É simples assim! Além disso, é bom! Pois se algo, em sendo considerado bom, nos faz mal; pode até ser em si uma coisa boa, mas se não fizer bem a quem a experimenta, para esse a tal coisa não é boa.


Há então algo que seja bom e que não faça bem a todos?


Claro! Pois se houvesse essa coisa ou ser, ele teria que se tornar um “Ele”; visto que somente Deus pode fazer bem a todos a um só tempo. Somente Ele conhece todas as variáveis infinitas de qualquer questão, existência ou possibilidade. Por isto somente Deus pode fazer bem a todos a um só tempo.


Porém, em nosso mundo de relatividades — pois relativos somos todos nós, bem como tudo em nós —, todas as coisas existem sob o signo da relatividade. Portanto, o que é bom para uns, nem sempre é bom para outros. Entretanto, nenhuma escolha será boa se ela fizer algum mal desnecessário e deliberado a quem quer que seja.


Jesus nunca nos disse o “por que” de se buscar o que é bom. Ele assumiu que todos sabiam o que era mal. E, por essa razão, propôs de saída o que era bom num mundo de ambigüidades e maldades — mas sem muitas palavras; porém com muitas ações.


Para Ele chorar não deve ser algo buscado, mas é bom chorar. É uma pena que o mundo precise sempre de misericórdia, mas a misericórdia é boa. Não se deve pecar contra o irmão, ao mesmo tempo em que Ele manda o irmão ofendido perdoar até 70X7 o seu ofensor se ele vier pedindo sinceramente o perdão.


Para Jesus, embora o inferno existisse, não era ele o motivador de nada, aparecendo nas falas de Jesus como um fato-da-consciência do juízo. Mas para Ele o inferno não tinha o poder de conduzir nada e nem ninguém a Deus. Inferno é extinção e juízo; não tendo em si mesmo a força da criação e produção de amor.


Em Jesus a única razão para se buscar o que é bom e o que faz bem, é porque o “Pai celeste é assim!”


E mais que isto: é porque o Pai celeste faz assim com todos, maus e bons! Mas nos proíbe de separar o joio do trigo; ou seja: os maus dos bons!


Desse modo, para Jesus, o homem deve buscar o que é bom apenas a fim de ser como o Pai que está nos céus. E, como decorrência, ser filho de Deus num mundo de filhos de desejos do inferno e do diabo; desejos de morte, de divisão e de desvalor.


Esta é a missão do seguidor de Jesus, conforme Ele mesmo: Ser como o Pai celeste no mundo!


Portanto, Jesus não ensina as leis da bondade, mas, vivendo entre nós, ensina como um homem pode ser servo da bondade como bem para si mesmo e para os outros.


Jesus ensina que o trágico Fim do que é bom é a Ressurreição dos mortos!


O prazer de Jesus no que é bom tinha a ver com Seu prazer na vontade do Pai, que é vida; e, também, pelo Seu amor absoluto a tudo o que é criação do Pai.


Para Jesus, não se tem que buscar o que é bom; mas antes disso, tem-se que olhar para cima, para o Pai, e buscar apenas refletir esse Rosto Invisível de Amor.


Assim, para Jesus, o que é bom tem que deixar de ser uma aspiração e passar a ser a respiração do ser!


Nele,


Caio

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sinais!



Leia e vá colocando textos da Bíblia ao lado de cada afirmação, e veja sua capacidade de identificar a verdade por ela própria, e não pela mera repetição de frases seguidas de referencias bíblicas.



Sinais!



Na terra, no mar, nas fontes das águas, no deserto, no campo, na cidade, nos céus e dos céus.



Sinais em baixo da terra, com terremotos e maremotos.



Sinais entre as nações, em guerras e revoluções.



Sinais na economia: fome, pobreza, acúmulo.



Sinais bio-cibernéticos, com mercadorias simulando o humano e o humano se tornando mercadoria.



Sinais na família, que vai acabando, morrendo, e que se desfaz em desrespeito e falência afetiva.



Sinais entre discípulos, com a morte da fé e o surgimento das “crenças do desespero”, e que colocam a alma no caminho da falácia.



Sinais na multiplicação dos saberes e das ciências.



Sinais na atmosfera, com mudanças no meio ambiente do planeta.



Sinais no espírito humano, com a entrega do ser ao culto ao egoísmo e à loucura dos desejos e caprichos.



Sinais e prodígios da mentira, com o aparecimento de coisas espantosas.



Sinais de angustia, de desespero, de medo do que virá.



Sinais de profetas falsos e de supostas revelações de segredos espirituais.



Sinais de falsos Cristos.



Sinais de anticristos.



Sinal do “filho da iniqüidade”.



Sinais na fronte e no braço. Sinal de número: 666. Até ao sinal do Filho do Homem, vindo sobre as nuvens com poder e grande glória.



Sinais! O mundo e tudo o que nele há está tomado de sinais!



Nele
, em cujo Sinal de Ressurreição repousa a nossa confiança,




Caio



05/02/08

Lago Norte

Brasília

DF

sábado, 17 de setembro de 2011

A salvação da sobrecarga e do cansaço espiritual


Uma consciência religiosa exercida sob uma possessão de não-mansidão e não-humildade é o que gera sobrecarga e cansaço insuportáveis.

A não-mansidão é aquele ímpeto reacionista que permite o adversário ter controle sobre nós pela via da provocação, que gera na gente uma obrigação de “cair dentro” de forma belicosa e a fim de “dar satisfação” a algum sistema de status e valor qualquer, exterior ao coração.

E a não-humildade é aquela incapacidade de viver de forma permeável à toda sabedoria, todo discernimento, toda luz, toda salvação, toda semente que seja de vida. A não-humildade é a mãe de toda esterilidade.

Daí a sobrecarga e o cansaço opressivo, vicioso, neurótico, extremo e mortal. Afinal de contas, quem suporta viver tendo que reagir a cada “toque” de qualquer um e qualquer coisa em algum ponto de entrada sensorial nosso? E quem aguenta viver fazendo força pra dar fruto, sem nunca ver o fruto do seu penoso trabalho, e enxergando mais e mais, de forma cada vez mais agigantada a absoluta falta de sentido e a vaidade suicida?

O Espírito do Evangelho vem pra trazer grande luz aos que jazem nesse vale da sombra da morte.


Sim, pois o Evangelho nos faz andar no Caminho, olhando pro alvo, sem estarmos abertos a distrações e manipulações das marginais da via. E nos faz também sermos plantados na Videira Verdadeira, para no devido tempo darmos fruto conforme a sua Espécie.

O Evangelho nos faz viver para Deus, e não contra alguém ou alguma coisa.

O Evangelho nos revela que, sem Ele, nada podemos fazer, e o melhor que podemos fazer é “tudo quanto Ele nos disser”. Só assim a Alegria da Vida se renova. Só assim a figueira vaidosa e amaldiçoada abandona as tentativas de se encher de folhas na entre-safra.

O Evangelho nos livra da pior sobrecarga e do pior cansaço. Que não é algo físico, mas espiritual.

“Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia”. (2 Coríntios 4:16 ) “Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam”. (Isaías 40:29-31)


Sim, o Caminho do Evangelho é muito melhor – É Vinho Novo! - e tem um sabor irresistivelmente escolhível para todos os que não se viciaram no vinho velho e não estão rígidos-rígidos e sem elasticidade para acomodação espiritual do vinho vivo. Sim o odre velho não suporta o Vinho Novo.

O Caminho do Evangelho, para os quebrantados, cativos, oprimidos, chorosos, exaustos... é Boa Nova vantajosa! É “muito mais negócio”!

O Evangelho é uma pessoa, e o seu nome é Jesus.

E esse é o convite escrachado que Jesus faz, se candidatando a Mestre de todo aquele que quiser viver sem sobrecarga e cansaço.

Sempre que eu leio o texto abaixo, imagino um tipo de “Horário eleitoral gratuito” de Mestres espirituais. E cada “mestre” que aparece na TV vem com uma fórmula mais penitencial, zelosa e sacrifical do que o outro.

De repente aparece “O Mestre”:

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”.


Esse termo “jugo” não é somente aquela peça de madeira que se põe em cima de cavalos.

“Jugo” é também o “peso de zelo e minuciosidade religiosa” da doutrina de um Rabi Judaico.

Chega Jesus, diante de todos os Rabis de Israel e da Terra, e diante de todos os oprimidos por estes “Rabis”, e diz sem vergonha alguma:

“Venham ser meus discípulos. Todos vocês que estão cansados e sobrecarregados por eles. Pois eu sou um Rabi que possui um JUGO suave e um fardo leve. Além disso, sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão em mim descanso para vossas almas”.


Seja qual for a tua lida espiritual, o teu “ministério” ou “vocação”, aprenda a vivê-la com Jesus, que é humilde e manso.

Humildade e mansidão são elementos espirituais que nos livram da sobrecarga e do cansaço. Experimente!

Abandone a soberba belicosa e reacionista e renuncie a rigidez que faz ter um coração de pedra para com as sementes do que é bom, do que é Vida.

E veja se uma fonte de águas vivas não jorrarão de dentro de você para a vida eterna! Mesmo que, a semelhança da mulher samaritana – que foi a quem Jesus falou sobre essa fonte e sobre a morte definitiva da sede e do cansaço – você também tenha que fazer esse trajeto da casa ao poço ainda dez milhões de vezes durante a vida.

Em Jesus, entretanto, qualquer caminho jamais é o mesmo, ainda que aos olhos de quem vê de fora, pareça ser.

“Vinde a mim!” - diz ele.
“Dá-me dessa água!” - digo eu.

Amém.

Marcello Cunha

 
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